Reencontro entre desencontros

Lá estava ele. Não sei exatamente o porquê de estarmos marcando lugar para nos encontrar. Já éramos crescidos o suficiente para que cada um tivesse a consciência de que bastava parar para conversar, porém, ali estávamos. E ele me olhou intensamente, como quem queria dizer algo o qual estava preso há muito tempo. Parei em sua frente e tentei imaginar os motivos de toda aquela situação e da sensação que eu estava sentindo. Ele deu um sorriso meio envergonhado e a vontade que tive foi de tocar sua face. Esperava que ele me falasse algo, mas tudo o que fez foi segurar minha mão. Havia tempos que não nos tocávamos daquela maneira e logo minha mão começou a "formigar". A sensação do calor que se transportava dele para mim era conhecida, mas velha. Gostei de tê-lo perto de mim como antes e logo um sorriso bobo escapou de meus lábios. Ao ver, por impulso talvez, ele me abraçou. E como um feitiço que nos arranca do nosso universo, seu abraço me tirou do meu mundo e me levou para o nosso mundo. De repente esqueci de tudo. De toda a angustia das crises familiares, do estresse do trabalho e das nossas brigas passadas. Simplesmente esqueci o que era o mundo e de que ele existia.
Category: 0 comentários

0 comentários:

Postar um comentário